sexta-feira, setembro 14, 2007
domingo, julho 08, 2007
Epifania Debaixo da Hera
Peço-vos que não vomitem ou fechem já esta janela por estarem fartos dessas três palavras. Quanto muito vomitem e fechem a janela porque estou prestes a ligar essas três palavras a um nome que também já leram aqui umas quarenta e duas vezes. Seja como for não há problema desde que não me vomitem nos sapatos, que isso é nojento.
Ia então muito entretida com The Secret Garden no comboio quando cheguei à página 66 e li:
E parei de ler. Fiquei feita parva a olhar para a página. Então reli outra vez. E outra. E depois sorri feita parva, só para que não restassem dúvidas à rapariga que ia ao meu lado de que ia de facto sentada ao lado de uma parva completa.
Passo a explicar, para que este post não seja escusado para além de grande: Under the Ivy.
Meus caros, tudo no Universo está relacionado - que disso não restem dúvidas - e a resposta à Grande Pergunta nem sequer é 42.
As much as many others would like to have it otherwise, the notions that Kate Bush is 'simply a woman' are, frankly, absurd, and self-evidently untrue. She is, moreover, God. And it is now universally acknowledged that she is the only thing in life worth wasting any thought on at all. Everything else is just killing time. There is no question whatever of the truth of this judgement, which is unanimous, absolute and irrevocable.
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quinta-feira, junho 07, 2007
Ah!!
Descobri que uma música que eu adoro no jogo dos Sims é, na verdade, nada mais do que uma versão em Simlish (linguagem dos Sims) da música "Too Shy" (Kajagoogoo). E a cereja no topo do bolo: tenho essa música há anos (literalmente) no meu pc e nunca a tinha ouvido.
Agora não sei se hei-de dar pulos de alegria por poder ouvir a música mil vezes sem ter que abrir o jogo (não que abrir o jogo seja mau), ou se é suposto sentir-me bastante idiota.
É que o único adjectivo que se aplica a esta música é "uau", apesar de "uau" não ser adjectivo nenhum. Acho até que quero casar com o vocalista, só para o ouvir dizer "move a little closer" daquela maneira todos os dias. Adoro os anos 80. Mas vejam só a letra!
Vídeo aqui.
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segunda-feira, maio 28, 2007
domingo, maio 27, 2007
The Wallace Collection
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sábado, maio 19, 2007
Diana Damrau, Rainha da Noite
Os primeiros dois minutos são só conversa em alemão. O resto é tipo uau.
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domingo, março 04, 2007
Tuva - Índia - Inglaterra
Tuva
Eu nunca tinha ouvido falar de "throat singing". Apresentaram-me os Chirgilchin como "aqueles homens das vozes grossas" e eu, associando-os àqueles homens da ópera, decidi logo que queria ir ver. Mas throat singing não tem nada a ver com ópera.
É difícil explicar o que é. Como não percebo nada da técnica, não posso falar sobre isso. Mas posso dizer-vos que é uma coisa verdadeiramente fenomenal. Os sons que aqueles quatro (uma mulher e três homens) faziam eram fantásticos! Desde o que me pareciam pássaros, a água, a balidos extremamente convincentes, a - gostei mesmo deste - uma voz cavernosa de trovão. Simplesmente maravilhoso.
As músicas eram de uma simplicidade campestre. Eram maioritariamente canções de "good wishes for horses" e "good wishes for animals, like horses, cow, sheep, goat". Os "good wishes" reinavam. Mesmo na sua despedida, o que nos foi desejado foram - surpresa - "good wishes" e "good grass for your sheep. And good gas for your cars".
Adorei!
Índia
Dança tradicional do Sul da Índia. Nunca tinha pensado, mas estas danças são uma mistura muito interessante de storytelling e de expressão corporal. No espectáculo que vi eram duas raparigas a dançar, uma obviamente mais dotada que a outra. A que dançava melhor tinha uma expressividade admirável. Vejam que até me fez lembrar a Kate Bush! (E para quem não sabe, este é um dos maiores elogios que eu podia fazer (; )
O mais giro são os gestos das mãos, e as posições que nos são familiares em estátuas de divindades hindus. É giro ver uma pessoa a sério a fazê-las. E quando nos apercebemos que cada posição, cada gesto tem um significado, apreciamos a dança de uma perspectiva muito mais iluminada.
Uma pequena amostra aqui.
Inglaterra
Há uns anos tive o enorme prazer de ver em Londres os Stomp. Não sei se foram o ponto alto da viagem, afinal de contas, quando se passeia com amigos há sempre muitos "pontos altos". Mas foi, definitivamente, uma experiência que me ficou gravada na memória. E sabendo que iam voltar a Portugal para alguns espectáculos, este era um que eu não podia mesmo perder. E a companhia tinha que ser a mesma (: <3>
Se não conhecem, imaginem algumas pessoas cheias de genica em palco com panelas, caixotes, sacos, canos, lavatórios (sim, leram bem, lavatórios!), alguidares,... tudo o que está à mão serve, tudo é ritmo, tudo é música. Se só de si isto já é bom, agora acrescentem uma dose de humor e não podia ser melhor.
Two thumbs up!
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quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Momento Suntory #40: Bette Davis
Sei, como aliás, sabe toda a gente, que há certos ícones no cinema que deixaram a sua marca bem profunda na História. Mas pensava que Bette Davis era uma espécie de Marilyn Monroe, ou seja, mais conhecida pela sua beleza do que propriamente pelo talento (apesar de eu achar que Marilyn Monroe tinha de facto algum talento). Mas agora sei a verdade: não são comuns as pessoas com o talento de Bette Davis. E se todos os seus desempenhos são como aquele, então está aqui um amor para a vida toda.
Já dizia a Madonna, "Bette Davis, we love you."
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terça-feira, outubro 24, 2006
sábado, setembro 23, 2006
Momento Suntory #34
Watch for a change in the wind
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quarta-feira, julho 19, 2006
Back to Addiction
Harvest Moon agarra a sua vítima pelo colarinho e não a deixa escapar. Não tarda a consumir a sua vida, invadir a sua alma e conquistar total submissão. Qualquer paixão anterior é apagada como se de algo insignificante se tratasse e substituída por este Poder que é Harvest Moon. Os pensamentos normais e remotamente produtivos cessam a sua existência e todas as preocupações da vida tal como era conhecida são abolidas no espírito recém-capturado.
Se antes O Grande Mistério era saber o que é a Verdade, agora a Pergunta Sem Resposta é diferente: Será melhor ter 20 vacas, 10 vacas e 10 ovelhas ou 20 ovelhas?
As pequenas coisas do dia-a-dia como o almoço e o jantar são substituídas por outras mais importantes: dei comida às galinhas? Escovei o cavalo?
E se outrora tirávamos algum prazer em manter conversas com aqueles que partilham o nosso espaço, agora perguntamo-nos de que nos servem eles se não sabem sequer dar a sua opinião sobre as melhores sementes para plantar na Primavera.
Harvest Moon, como qualquer criação perfeita da Besta, não é o que aparenta ser. Se à primeira vista parece um jogo básico e inocente sobre a gestão de uma quinta, rapidamente se revela como algo muito maior que isso. O que parecia ser "coisa de criança" não demora a instalar-se no centro da vida do jogador, seja ele criança ou adulto, consumindo-o por inteiro.
Mas que interessa tudo isto? Somos como os escravos que amam os seus senhores. Somos os escravos que amam o seu senhor.
Pensavam que eu gostava de Sims? Desenganem-se. Eu gosto é de Harvest Moon.
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quarta-feira, maio 10, 2006
Didgeri-didgeri-doo where are you?
O efeito secundário de tudo isto é que fiquei possuída por uma vontade incontrolável de tocar digeridu. Apeteceu-me mesmo ir para o meio do mato soprar para dentro de um tubo de madeira como se a Vida fosse só aquilo. Impossível? Talvez. O que vale é que tenho a sorte de ter um subconsciente muito competente. "Tocar digeridu?" disse ele quando se apercebeu deste meu desejo. "No problemo."
E nessa noite em sonhos apareceu-me a Kate, God herself, para me dar uma aulinha prática no meio de umas ruínas. Não teve grande lógica, porque quem toca é o Paddy, não é a Kate, mas pronto, foi simpático da parte do Grande Produtor de Sonhos que mora na minha cabeça. Um dia destes faço-lhe uns biscoitos para retribuir a atenção.
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