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terça-feira, julho 17, 2007

Sobre a Reciclagem Cerebral Nocturna

É interessante ver como os sonhos não significam rigorosamente nada.

O cérebro funciona de maneira misteriosa. À noite produz uma data de pensamentos que não passam de reciclagens de outros pensamentos. Sou capaz de explicar todos os pormenores de qualquer sonho que tenha tido com um destas quatro razões: desejos, medos, coisas que vi/ouvi/pensei, ou pura estupidez aleatória (o Marquês de Pombal em cima de um telhado é um bom exemplo desta última).

Portanto é evidente que sonhar com amêndoas não vai trazer dinheiro nenhum.

Crimes e Vampiros

O meu sonho hoje foi um autêntico thriller/policial. Peripécias com webcams, uma pessoa amarrada no porta-bagagens de um carro, várias caixas de sapatos com restos mortais de alguns infelizes, e malfeitores armados.

Mas fiquei com a impressão que o Grande Produtor de Sonhos não percebe lá muito de policiais nem de thrillers. É que o carro estava estacionado no meio da sala, as caixas de sapatos cheias de ossos estavam escondidas debaixo da cama, e os malfeitores estavam armados só com um canivete suíço. A certa altura havia (falsas) memórias minhas lá para o meio, o Marquês de Pombal a discursar em cima de um telhado, e um bando de vampiros que previam mortes. Um desses vampiros parecia-se horrivelmente com a Condoleeza Rice e mordeu-me o braço a mando de outra vampira que me pareceu ser a Geri. Outra delas (também havia homens, só que eram todos muito enfadonhos) tinha apanhado escorbuto e só sabia falar daquilo.

Pois, não foi um policial lá muito convincente. Esperemos que para a próxima isto melhore.

domingo, julho 01, 2007

Erm, what?

Sonhei que estava a ver uma peça num centro comercial. No final, juntava-se toda a gente para lanchar e havia uma data de bolos na mesa, incluindo os famosos brownies americanos. Ora uma rapariguinha que lá estava viu-me a olhar para eles e disse:

- Sabes como é que se chama esse bolo?

Claro que sabia. Mas ela nem deu tempo para responder. Disse logo, muito indignada com a estupidez da coisa:

- Collant!

Acho que não há melhor desculpa para acordar a rir do que esta.

quinta-feira, maio 03, 2007

Esquisitice Subconsciente Crónica

Cada vez que eu me convenço que finalmente tive o sonho mais esquisito possível, O Grande Produtor de Sonhos vem provar-me que é capaz de muito melhor. E agora, new and improved, sonhos com cinematografia e efeitos especiais! Havia uma história vagamente coerente e tudo.

Portanto eu queria ir a uma conferência qualquer importante, mas como era reservada para homens da igreja, não fiz mais nada: mascarei-me de padre e fui. O hábito fez mesmo o monge porque ninguém via que eu não passava de uma miúda com roupas de padre. Todos me tratavam como se eu fosse um padre francês de 60 anos. Isto é aceitável.

O que não é aceitável é que eu fale francês nos meus sonhos quando a única coisa que sei dizer na vida real é "parlez-vous anglais?", e que o padre por quem eu me fiz passar tivesse como apelido Robin. Acho que Robin nem sequer serve de apelido, e se calhar nem é francês.

Apesar de tudo gostei da cena dos efeitos especiais made in my brain. Imaginem aqueles planos que se fazem no casamentos para saber quem se vai sentar onde. Apliquem o modelo a uma conferência com lugares vip. Agora visualizem esse plano a refazer-se várias vezes, com muitas trocas daqui e dali, e o "Padre Qualquer-coisa Robin" a mudar de um lugar fracote para um lugar very-VIP. Sim, o meu paleio francês era mesmo muito convincente neste sonho.

Também gostei do casting que estava a a haver naquele mesmo dia, na casa de banho (que ocupava a cave inteira), mas esse pormenor não era relevante para a história.

Aplaudo de pé O Grande Produtor de Sonhos. Isto superou todas as minhas expectativas.

O único problema é que agora estou convencida que sou maluca.

segunda-feira, abril 30, 2007

Sugar? No, thank you.

Eu é que devia ter escrito o Book of Dreams.

Apesar de o Grande Produtor de Sonhos aparentemente não saber que em Inglaterra se conduz à direita, tenho que admitir que ele não se sai nada mal no que faz. Damn good coffee. dreams.

sábado, março 03, 2007

A Fuga das Galinhas devia ser real...

Hoje tive um sonho horrível. Sonhei que estava numa dessas quintas industriais/ matadouro. A "especialidade" ali eram as galinhas. Não me lembro de muita coisa, mas há alguns momentos que recordo claramente:

Primeiro, um homem a trazer um saco de plástico cheio de pintinhos. O saco era transparente e não tinha nenhum furo. Iam morrer sufocados. Ouviam-se os seus gritos desesperados lá dentro. O homem atirou o saco para uma prateleira onde estavam outros sacos iguais. Havia ali várias gaiolas onde se amontoavam imensas galinhas. Depois vi um outro homem a matar uma galinha com as suas próprias mãos. Arrancou-lhe a cabeça. Saí de lá a correr.

Há muito tempo que a crueldade animal não me assombrava o sono. Mas apesar de ter acordado triste, este sonho lembrou-me de tudo aquilo que está errado e contra o qual se deve lutar. Desistir - nunca.

Bem sei que a maioria dos que lêem este blog não estão interessados neste assunto. Mas peço-vos que gastem alguns minutos do vosso tempo a ver um dos vídeos que aqui vou deixar. São chocantes, mas não há acerca deste assunto que não seja. São "apenas" galinhas, mas as galinhas também sofrem. Por serem consideradas "estúpidas" (e na verdade, estão bem longe de o serem), isso não significa que mereçam morrer. Quantas pessoas estúpidas não há na Terra? Mas nem essas merecem morrer assim.

45 Days in Hell: The Life and Death of a Broiler Chicken

Virgil Butler Speaks Out - Intervista a um antigo "Funcionário do Mês" de um matadouro

Mepkin Abbey Monastery: Hell for Chickens - Investigação undercover

Lembro que todas as imagens captadas fazem parte do procedimento padrão em toda a indústria. Isto inclui Portugal.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Face it, she's Madonna.

Hoje sonhei com a música nova do Robbie Williams, She's Madonna. Estou a partir do princípio que isto era uma mensagem divina para pôr a música aqui no blog, e foi mesmo isso que fiz, porque com mensagens divinas não se brinca. Nabucodonosor não ligou à dele e viram o que lhe aconteceu: passou sete anos a viver selvagem como um animal. Por isso não vou correr riscos. She's Madonna @ Nona Onda.

Se vos apetecer, vejam o clip aqui, que também é giro.

quarta-feira, maio 10, 2006

Didgeri-didgeri-doo where are you?

Descobri este instrumento fascinante há uns dias e estou encantada. É o som mais... earthy... que já ouvi. É espantoso porque é só um tubo de madeira, mas a técnica é tão complexa que até assusta. Ao que parece é uma coisa chamada respiração circular (será? qual a tradução correcta para circular breathing?), que consiste em soprar ar para dentro do tubo enquanto se inspira pelo nariz. Ao mesmo tempo. Como é que isto é possível não sei.

Podem-se produzir os sons mais variados usando a voz e todo o barulho que nos lembrarmos de fazer ali dentro, para além do sopro. Ouçam aqui uns samples do som do digeridu (mais abaixo na página). É giríssimo. Se puderem ouçam Rolf Harris.

O efeito secundário de tudo isto é que fiquei possuída por uma vontade incontrolável de tocar digeridu. Apeteceu-me mesmo ir para o meio do mato soprar para dentro de um tubo de madeira como se a Vida fosse só aquilo. Impossível? Talvez. O que vale é que tenho a sorte de ter um subconsciente muito competente. "Tocar digeridu?" disse ele quando se apercebeu deste meu desejo. "No problemo."

E nessa noite em sonhos apareceu-me a Kate, God herself, para me dar uma aulinha prática no meio de umas ruínas. Não teve grande lógica, porque quem toca é o Paddy, não é a Kate, mas pronto, foi simpático da parte do Grande Produtor de Sonhos que mora na minha cabeça. Um dia destes faço-lhe uns biscoitos para retribuir a atenção.

segunda-feira, abril 24, 2006

O_O

Pensava que o episódio da peça de lego em vez do dente do siso tinha sido o cúmulo, e que nem o meu subconsciente conseguiria superar essa. Estava redondamente enganada.

Pois hoje sonhei com o Papa. Sim, o Ratzinger. O Bento XVI. Esse mesmo. Sonhei que ele vinha a minha casa, todo cheio de pompa, com aquela roupita de Papa e tudo. Vinha dar-me um conjunto de colheres de prata... e aproveitava para benzer a casa toda e andar a enchê-la com aquele fumito que se espalha nas igrejas às vezes. E, já que lá estava, fazia uma homiliazita também, coisa que a minha avó apreciou bastante.

Digam-me: eu sou doida, não sou? O Papa a oferecer-me colheres... Acordada não me lembraria desta!