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sábado, fevereiro 03, 2007

Informação

Interrompemos o cumprimento da vontade divina para passar uma mensagem subliminar.

O cumprimento da vontade divina será retomado dia 12 de Fevereiro. Pedimos desculpa por eventuais transtornos que esta mudança temporária possa causar.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Stranger Than Fiction (2006)

Naquela tarde, Filipa percorria o habitual caminho até casa depois de um excelente bocado no lugar mágico que dá pelo nome de cinema. Ao contrário do que era habitual, o seu pensamento não se detinha em coisas mundanas, como o monte de lixo a alguns metros do caixote, e nem mesmo reparava na estranha ocorrência de nenhum cão ter ainda ladrado furiosamente à sua passagem como se pretendesse decepá-la à dentada. Não, naquela tarde a mente de Filipa ocupava-se apenas de profundas cogitações sobre Stranger Than Fiction, ou se preferirem o inferior título português, Contado Ninguém Acredita, um filme de Marc Forster com Will Ferrell, sobre um homem que um dia acorda e descobre que uma mulher narra a sua vida.

Quando ainda se encontrava no princípio da sua jornada, bastante antes da desagradável subida que todos os dias insistia em existir a meio do caminho, não se tinha ainda desenvolvido no pensamento desta rapariga nenhuma teoria de valor sobre este filme. É seriamente complicado comentar seja o que for quando nos encontramos ainda enlevados pela genialidade do nosso objecto, por isso o leitor que não se apresse a fazer julgamentos sobre a capacidade de análise da nossa heroína. De qualquer modo, as conclusões não tardaram a chegar. De todas, a primeira e possivelmente também a menos relevante para o público em geral, será talvez o desejo que se instalou no coração de Filipa de produzir algo semelhante, qualquer coisa igualmente deliciosa e original, e, se as Musas estivessem de acordo, exactamente com o mesmo tom de gracejo que apenas aqueles versados no passatempo de contar histórias podem perceber.

Mas esses são pensamentos e desejos para outras alturas, nomeadamente alturas em que não se fazem exames, por isso deixemo-los no íntimo da nossa protagonista e concentremos a nossa atenção nas outras conclusões produzidas. Por exemplo, que Maggie Gyllenhaal provavelmente encontrou um génio da lâmpada e lhe pediu o poder da omnipresença cinematográfica. Ou que quem viu The Incredibles – Os Super Heróis vai certamente sorrir numa determinada cena. Ou ainda que Ana Pascal é certamente vegan, porque nenhuma personagem assim pode não o ser (e neste ponto é convenientemente ignorada a referência ao rolo de carne, que de qualquer maneira também não era muito importante).

Sim, Filipa estava no bom caminho dos comentários, mas, como diz o velho ditado etíope, nem tudo o que é bom dura sempre. Talvez a muito-pouco-amada subida tenha tido alguma influência, mas o facto é que as profundas reflexões sobre a maravilhosa história foram aos poucos ensombradas por uma súbita e terrível percepção: é o destino de todos aqueles que vêem muitos filmes adivinhar o final, ou pelo menos, ter um forte palpite. Esta conclusão, como certamente se pode imaginar, trouxe tristeza ao coração de Filipa. Estará ela destinada a nunca ser totalmente surpreendida no cinema? Apenas o futuro o dirá.

A jovem rapariga, estimulada por vinte minutos de caminhada e pensamentos, chegou finalmente a casa. Sentou-se de imediato ao computador, pronta a escrever um extraordinário elogio ao filme no seu blog, para que todos os seus leitores se vissem irremediavelmente possuídos de uma vontade inabalável de ir ver Stranger Than Fiction ao cinema mais próximo.

A página estava aberta. Os dedos agitavam-se por cima do teclado, querendo tocar as teclas. Mas nada acontecia.

Filipa levantou-se e deu uma voltinha pela divisão. Espreitou para debaixo da cama e viu dentro do armário. Em vão; a Musa não estava em parte alguma. Como todos sabemos, quando as Musas não querem ser encontradas ninguém as encontra mesmo, já dizia Platão. Assim sendo, fazendo bom uso do seu tempo e paciência, Filipa desistiu da brilhante crítica que ia escrever e foi antes ao IMDb votar 10. Não se espante o leitor com esta classificação, porque ao contrário do que alguns professores pensam, as notas altas são mesmo para ser dadas.

Momento Suntory #39

Não minto se disser que são momentos destes que me fazem feliz, venham eles de quem vierem. Mas que são melhores quando vêm de algumas pessoas são.

"consegues dar um estremecimento ao meu coração"

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Ding! Ahahahah Dong! Ahahahah

Cutest. Baby. Ever.
Impossível ver sem rir (:

Face it, she's Madonna.

Hoje sonhei com a música nova do Robbie Williams, She's Madonna. Estou a partir do princípio que isto era uma mensagem divina para pôr a música aqui no blog, e foi mesmo isso que fiz, porque com mensagens divinas não se brinca. Nabucodonosor não ligou à dele e viram o que lhe aconteceu: passou sete anos a viver selvagem como um animal. Por isso não vou correr riscos. She's Madonna @ Nona Onda.

Se vos apetecer, vejam o clip aqui, que também é giro.

Mission Accomplished.

Please notice the nickname.


the day writes the words right across the sky. diz:
siim, convertidaaa!
the day writes the words right across the sky. diz:
a kate é mm <3


(:

Edited to Add:
the day writes the words right across the sky. diz:
a kate é mm uma força da natureza

terça-feira, janeiro 23, 2007

Sinbad and the Eye of the Tiger

Descobri o filme que quero ver a seguir. Digam lá se não parece ser uma coisa mesmo fixe.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Cold Creek Manor (2003)

Vi ontem o filme Cold Creek Manor (A Casa de Campo), com Dennis Quaid, Sharon Stone e Stephen Dorff. Estava meio reticente, admito. Primeiro porque implicava deitar-me as duas da manhã, o que por sua vez implicava acordar hoje tardíssimo e possivelmente perder uma manhã de estudo, e porque o meu fiel imdb dá a este filme a ranhosa classificação de 4.8/10. Mas depois pensei, caramba Dennis Quaid? Sharon Stone? Stephen Dorff? Não há-de ser uma trampa, de certeza! E não é mesmo. Tirando talvez a banda sonora. A certa altura aquele TAN TAN TAN já me irritava.

Note to self: Duvidar sempre do imdb.

A história é interessante. Não quero dizer muita coisa porque é mais giro se virem sem saber nada, mas posso dizer que é uma família que vai viver para o campo numa herdade mais ou menos do tamanho de uma aldeia. Evidentemente, há coisas estranhas por lá. Ao contrário do que possam pensar, esta não é uma história de fantasmas. Estou a dizer isto só para não vos acontecer o mesmo que a mim, que a meio do filme ainda estava a pensar quando é que entravam os fantasmas. Este não é um filme de terror, nem sobre coisas paranormais; é apenas um thriller. "A Terrific Thriller".

Pormenor interessante #1: O momento Kate. Adoro adoro adoro quando isto acontece. GET OUT OF MY HOUSE!

Pormenor interessante #2: O momento hey-podia-ser-um-momento-Shining-mas-não-é. Martelo/Machado + porta = "Here's Johnny!" Esta é uma equação que nunca falha. E quando não é explicitada no ecrã, o espectador vai certamente pensar nela, e possivelmente dizer "Here's Johnny" na solidão da sua sala só para compensar (guilty).

Facto #1: Estou a ficar demasiado boa a adivinhar finais. E não, não foi por o filme ser previsível, mas porque finalmente interiorizei o conceito de foreshadowing no cinema e não o consigo tirar da cabeça e prevejo tudo. Mas quando, consistentemente aos 10 minutos de filme já se adivinhou como vai ser a cena final, a coisa torna-se um bocado irritante.

Facto #2: Metade deste post não faz sentido para quem não tiver visto o filme. Por isso vejam, e depois voltem ao post. E já agora votem no imdb também. Este filme merece mais do que 4,8.

sábado, janeiro 13, 2007

Erm, ok.

terça-feira, janeiro 09, 2007

A Norte?

Como é que é possível que tendo hoje parado em três estações, duas delas até bastante familiares, eu me tenha perdido em todas? Desde o ridículo de andar às voltas a descobrir como é que se ia para o outro lado da estrada até à situação ainda mais ridícula de ir parar a um sítio totalmente desconhecido, pensar que às tantas me tinha enganado na estação, e voltar atrás apenas para descobrir que estava era na saída errada. Será que há alguém no mundo com pior sentido de orientação do que eu?

E isto depois de me ter levantado cedo. E de ter sido surpreendida com uma greve do metro que não deu jeito nenhum.

O que vale é que sempre se encontram pessoas que nos alegram o dia, como a senhora no comboio que insistiu à viva força em contar-me tudo aquilo que pensa sobre os fiscais da CP e a sua inutilidade no que toca a dar informações, sem querer saber se eu estava a ouvir música ou não. Pessoas que não se perdem em detalhes são precisas neste mundo, é o que eu sempre digo. Ou a outra senhora que praguejava numa língua estrangeira qualquer (provavelmente the korean language) e olhava para mim como se eu tivesse ar de quem percebia aquilo. Ou aquele funcionário dos correios que era tão simpático que só lhe faltava distribuir abracinhos. Chamei-lhe Sunshine.

Se souberem onde é que se arranja alguma orientação a bom preço, digam. E, já agora, desenhem um mapa para eu não me perder.