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domingo, julho 08, 2007

Epifania Debaixo da Hera

Hoje vinha a ler no comboio. Os comboios são sítios muito dados a leituras, menos para aquelas pessoas que ficam com dor de cabeça e enjoos e outras coisas terríveis quando lêem em sítios inofensivos como o (auto)carro, o metro ou o comboio. Como eu não sou dessa raça, hoje vinha mesmo a ler no comboio. O livro era The Secret Garden.

Peço-vos que não vomitem ou fechem já esta janela por estarem fartos dessas três palavras. Quanto muito vomitem e fechem a janela porque estou prestes a ligar essas três palavras a um nome que também já leram aqui umas quarenta e duas vezes. Seja como for não há problema desde que não me vomitem nos sapatos, que isso é nojento.

Ia então muito entretida com The Secret Garden no comboio quando cheguei à página 66 e li:

But she was inside the wonderful garden, and she could come through the door under the ivy any time, and she felt as if she had found a world all her own.

E parei de ler. Fiquei feita parva a olhar para a página. Então reli outra vez. E outra. E depois sorri feita parva, só para que não restassem dúvidas à rapariga que ia ao meu lado de que ia de facto sentada ao lado de uma parva completa.

Passo a explicar, para que este post não seja escusado para além de grande: Under the Ivy.

Meus caros, tudo no Universo está relacionado - que disso não restem dúvidas - e a resposta à Grande Pergunta nem sequer é 42.

As much as many others would like to have it otherwise, the notions that Kate Bush is 'simply a woman' are, frankly, absurd, and self-evidently untrue. She is, moreover, God. And it is now universally acknowledged that she is the only thing in life worth wasting any thought on at all. Everything else is just killing time. There is no question whatever of the truth of this judgement, which is unanimous, absolute and irrevocable.

sábado, junho 23, 2007

Cross-posting VI

Shhhh... o bebé está a meditar.

domingo, junho 03, 2007

Momento Suntory #48

Perfeição.

sábado, abril 28, 2007

O Jardim Secreto

Tenho uma ligeira fixação na ideia de um ("0") Jardim Secreto. Se calhar a psicanálise resolvia isto, se calhar não.


Seja como for, não é todos os dias que a minha música preferida da Madonna está no blog, por isso façam o favor de clicar play e ouvir.


Madonna + Jardim Secreto + Jazz = <3


Vão ver que concordam comigo.

quinta-feira, abril 12, 2007

Momento Suntory #44: "Do you have a boyfriend?"


Aqui temos um entrevistador completamente... encantado. Can you blame him?

Vejam este vídeo se:
- querem ver um excelente exemplo de linguagem corporal evidente (2:19)
- sabem quem é o Donald Sutherland
- ainda não viram o clip de Cloudbusting
- gostam do sotaque inglês ("Would you? Sincerely?")
- os outros nomes também vos falham em momentos cruciais
- acham que há possibilidades de virem a ter uma bomba de gasolina no futuro

Soft Spot bullseye: 1:15 e 8:58 até 9:06 Be still my heart.

Pergunta Para Pontos Extra: Onde está a Ofélia de Hoggsmead?

domingo, março 11, 2007

"What Ever Happened to Baby Jane?" (1962)

Uau!

Foi a única palavra que consegui dizer ou pensar depois de ter visto Baby Jane (como se viu). Tudo neste filme é perfeito. E quando digo tudo quero dizer T-U-D-O mesmo! Não há uma única falha, nem uma. "What Ever Happened to Baby Jane?" é uma obra de arte.

O filme conta a história de duas irmãs, "Baby" Jane Hudson, criança-estrela e Blanche Hudson, a irmã mais velha que mais tarde acaba por se tornar uma estrela de cinema com muito mais sucesso do que a irmã. Claro que se desenvolvem algumas invejas, até que Blanche fica presa a uma cadeira de rodas depois de um "acidente"... e é Jane quem tem que cuidar dela. Mas de acordo com o dicionário de Jane, "cuidar" corresponde a "fazer a vida negra"...

Blanche
You wouldn't be able to do these awful things to me if I weren't still in this chair.

Jane
But you ARE, Blanche! You ARE in that chair!

Este filme tem um dos guiões mais inteligentes que já vi. Cada fala é um tiro certeiro - bullseye, everytime. A sequência dos acontecimentos é perfeita, e todos os momentos contribuem para o clima de suspense ao longo de todo o filme. E só há uma palavra para o final: perfeito. O mérito é de Lukas Heller (guião), e de Henry Farrell (romance), que por acaso também escreveu The House That Would Not Die.

Os louros vão também para Robert Aldrich, realizador. Este é definitivamente um nome que quero recordar no futuro. Se "Baby Jane" não é o seu melhor trabalho, o homem era um génio!

Mas, claro, a verdadeira estrela do filme é Bette Davis. Joan Crawford também brilha, devo dizer, e bem, mas não chega aos calcanhares de Bette Davis. Se o filme fosse mais comprido morríamos todos de falha coronária - sim, a representação é assim tão poderosa.

Baby Jane é uma personagem tão instável, tão depressa é doce como uma criança como má como as cobras, ora é atenciosa ora calculista. E Bette Davis mostra isto de uma forma tão real que mete medo. Há vários momentos especialmente memoráveis: o telefonema em que se faz passar pela irmã, o confronto com Elvira, e todo o conjunto de cenas finais. As cenas com as duas irmãs são fenomenais. Até saltam faíscas!

Fiquei presa ao ecrã desde o primeiro minuto, e não descolei até ao fim do filme. Estive, literalmente, de queixo caído em vários momentos. Eis que aconteceu o inesperado: Lost In Translation foi destronado. Apresento-vos "What Ever Happened to Baby Jane?", o meu filme preferido.

20/10 - Vós sois tolos se não virdes este filme. Trailer aqui.

Em nota de rodapé, tenho a dizer que nutro de momento uma grande falta de consideração pelos Oscares. Tenho uns mil pontos de respeito negativos pela Academia. A partir do momento em que "Whatever Happened to Baby Jane?" não ganha melhor cinematografia nem melhor filme (nem sequer foi nomeado!) e Bette Davis não ganha melhor actriz (ainda estou a recuperar do colapso que tive quando descobri esta)...

sexta-feira, março 09, 2007

Momento Suntory #42: "Oh really, did she like it?"



A qualidade da imagem é o que se pode chamar "uma bela caca", mas adorei este momento do filme.

Momento Suntory #41: What Ever Happened to Baby Jane?

A minha opinião sobre o filme em geral, e a Bette Davis em particular, nas palavras de alguém que admiro muito (Kate, the Beloved), já que estou demasiado encantada para conseguir produzir um comentário coerente:

"Ooh, yeah, you're amazing! We think you're incredible.

Wow!

Wow!

Wow!

Wow!

Wow!

Wow!

Wow!

Wow!

Unbelievable!"

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Momento Suntory #39

Não minto se disser que são momentos destes que me fazem feliz, venham eles de quem vierem. Mas que são melhores quando vêm de algumas pessoas são.

"consegues dar um estremecimento ao meu coração"

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Ding! Ahahahah Dong! Ahahahah

Cutest. Baby. Ever.
Impossível ver sem rir (:

segunda-feira, novembro 20, 2006

Beloved


Como explicar esta forte inclinação da alma e do coração?

sábado, setembro 30, 2006

Momento Suntory #35: On Love

Um post para todos aqueles que já foram a um bar em Berlim, ou a outro sítio qualquer, noutra cidade qualquer, e se perderam de amores. Sabem que é a sério. E sabem que é para sempre.

*



The Saxophone Song
Kate Bush

You'll find me in a Berlin bar,
In a corner brooding.
You know that I go very quiet
When I'm listening to you.

There's something special indeed,
In all the places where I've seen you shine, boy.
There's something very real in how I feel, honey.

It's in me,
And you know it's for real.
Tuning in on your saxophone.
Doo-bee-doo-bee-doo...

The candle burning over your shoulder is throwing
Shadows from your saxophone,
A surly lady in tremor.
The stars that climb from her bowels,
Those stars make towers on vowels.

You'll never see that you had all of me.
You'll never see the poetry you've stirred in me.
Of all the stars I've seen that shine so brightly,
I've never known or felt in myself so rightly

sábado, setembro 23, 2006

Momento Suntory #34

De vez em quando encontro assim vozes que conseguem bater mesmo fundo... soft spot. O exemplo supremo disso é, obviamente, a Kate (full of grace). Mas há uns dias encontrei June Tabor... Esta Mississipi Summer é excelente. Gosto especialmente da maneira como ela canta estes dois versos:
I'll just sit on the porch with my eagle eye
Watch for a change in the wind
Click aqui para ler a letra completa (ou click no nome da musica, à direita).
Mmh, yes. New love? Hell yeah.

sábado, agosto 19, 2006

Momento Suntory #32

quarta-feira, maio 24, 2006

Soft Spot

Them heavy people hit me in the soft spot, já dizia a Kate. Soft spot... Não traduzo porque acho que a tradução fica estúpida. Seja como for, acho que todos sabemos o que é esse tal soft spot. Como hoje não me apetece escrever sobre nada relevante, deixo-vos aqui cinco coisas que me atingem mesmo em cheio no soft spot. A ordem foi completamente aleatória. Partilhem as vossas, se vos apetecer.

* Ver a Madonna aparecer em palco ao som de Vogue, mesmo à frente dos meus olhos. - Be still my heart.
* E ele disse,"shalom!"
* "Mana!" *abraço* - Acho que este é o melhor (:
* Back home they'd call me dirty - Em vez deste podia ter escolhido uma centenas de outros, todos equivalentes, mas como este foi o que andou à volta do soft spot hoje fica aqui imortalizado. dirty... Crystal Voice with an accent. (:
* O quinto fica em aberto, pela simples razão que não me apetece escrevê-lo. Se têm reclamações falem com o Supervisor.